Amor próprio e pena de si mesmo
Existe um verdadeiro abismo entre sentir amor por si mesmo e autopiedade. Entretanto, a linha que separa esses dois sentimentos é muito tênue, manter-se dentro do sentimento mais saudável é um grande desafio.
Quando sentimos pena de nós mesmos, tendemos a subestimar nossa capacidade de realização e por conta disso o padrão pena x incapacidade tende a se reforçar, muitas vezes estagnando o nosso caminhar e comprometendo conquistas importantes.
Pidedade e compaixão são coisas bem diferentes. Sentir amor envolve uma certa dose de compaixão que é a simpatia mesclada a um desejo absoluto de ajudar, é ainda a compreensão dos fatos que nos levaram até ali e acima de tudo é um acolhimento terno com isenção de “coitadinho, você não tinha como fazer diferente”.
Enquanto nos entregarmos a autopiedade, ficaremos inertes, passando a mão em nossas próprias cabeças, contemplando os males que nos acometeram, nos sentindo incapazes de reagir, culpando a tudo e a nós mesmos, e nos vitimizando por completo.

Fonte: Olhares
DIFERENÇAS
Autopiedade:
- Veja! Estou sofrendo muito, não tenho forças para reagir.
- Veja! Eu errei, sou um monte de nada. Me deixe ficar aqui com a minha dor.
- Você não vê como estou sofrendo?
- Ninguém entende a minha dor?
- Eu tenho tentado de tudo mas, nada dá certo pra mim.
- Por que todos estão contra mim?
- Não tem jeito, eu sou mesmo um fracassado.
Esse é um diálogo (algumas vezes interno) que acontece constantemente, quando temos pena de nós mesmos. Inicialmente, angariamos a simpatia das pessoas em relação ao momento que estamos vivendo e existe uma tendência de mantermos o momento, porque afinal, a atenção se apresenta, para nossa criança interior, como sinônimo de amor. Mas, as pessoas acabam por se cansarem de nós.
Outra tendência é a crença nesse diálogo. Toda a crença tende a se reforçar à medida que vamos mantendo-a, neste estado de ânimo e com a crença cada vez mais reforçada, outras coisas ruins começam a acontecer, porque bem lá no fundo é agradável a permanência no “estado de coitadinho”.
Muitas pessoas podem não ter desenvolvido uma percepção neste sentido. Afinal, é um absurdo que alguém queira manter-se em sofrimento. Entretanto, isto não acontece de forma consciente. Quando me refiro ao “agradável” quero dizer que é cômodo estar na situação de incapaz de resolver os problemas, na situação em que angariamos simpatia com a dor, na situação em que não fazemos nada porque “não podemos” (não é minha culpa, algo está me impedindo).
E tudo só acontece porque bem no fundo o que precisamos é de Amor e em nosso “mal entendimento” confundimos amor com piedade. É como uma pastilha de farinha que ao ser ingerida passa a sensação de saciedade porém, não alimenta.
É aqui, neste ponto, que devemos ver com clareza o que realmente nos nutre e partir para o autoamor.
Autoamor:
- Nossa! Algo de ruim aconteceu, como faço para resolver (melhorar)?
- Nossa! Eu errei! Tudo bem, sem problemas, vamos ver o que posso fazer para acertar.
- Está mesmo doendo, mas não vou ficar aqui parado. Que remédio tomo para aliviar a dor?
- Tudo bem, todos estão vendo o que aconteceu. Com quem eu posso contar para me ajudar neste momento? Que recursos tenho? Quem são meus amigos?
- As coisas não deram muito certo, mas só erra quem tenta fazer alguma coisa. O que posso fazer diferente para acertar desta vez?
| Compreender que se pode fazer diferente, buscar por recursos e amigos que nos auxiliem é fundamental para nos reerguermos diante de alguma situação difícil. Lançar sobre nós mesmos um olhar compassivo e amoroso é extremamente valioso, isto nos ajuda a não nos entregarmos e acima de tudo a não desistirmos. De fato, não somos incapazes, podemos até estar estremecidos e fragilizados diante de uma determinada situação, talvez precisemos de um tempo para refazimento, mas de forma alguma devemos nos entregar e nos apiedar de nós mesmos. |
CONCLUSÃO
Quando aplicamos o autoamor, acreditamos em capacidade de superação, nos apegamos a certeza de realização e concretizamos os nossos ideais, porque estamos nos nutrindo do único sentimento que precisamos: Amor.
Não devemos permitir que o medo nos impeça de tentar, não podemos permitir ser julgados incapazes, não podemos subestimar nossa força e nem as coisas boas que trazemos dentro de nós.
Como mencionado no artigo “Você tem medo de Brilhar?“:
“Segundo a autora Marianne Williansom: ‘Nosso receio mais profundo não é o da inadequação. Nosso receio mais profundo é o de sermos poderosos além da conta. É a nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos apavora.
Perguntamos a nós próprios, quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso? Na verdade, por que não sê-lo? Somos filhos de Deus. Fingir sermos pequenos não serve ao mundo. Não é nada iluminador encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras à sua volta. Todos fomos feitos para brilhar, como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que há em nós. Não em apenas alguns de nós, mas em todos nós. E se deixamos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente estamos dando permissão a outras pessoas para fazerem o mesmo. Quando nos liberamos de nossos medos, nossa presença automaticamente liberta outros.’”
Espero que reflita neste último parágrafo e permita-se brilhar, porque é nisto que eu acredito e é isto que você merece!
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Muito brigado!!!
Oi Marcos!
Eu é que sou grata pela sua presença e por seu comentário.